Instalação elétrica é um assunto um pouco complicado pra quem trabalha com construção e reforma e mais ainda para quem quer construir ou já está construindo. Você já teve problema com instalação elétrica porque o eletricista fez parecendo a cara dele? Eu te entendo, por isso, preparei um conteúdo barril pra você saber as vantagens em ter um projeto de instalações elétricas, e de quebra, vamos ver o que é um projeto de instalações elétricas e o que vem junto. Bó?

Imagem para representar projeto de instalações elétricas.

O que é um Projeto de Instalações Elétricas?

O Projeto de Instalações Elétricas é a descrição de todas as informações do sistema elétrico em um ambiente, seja ele, residencial, comercial ou industrial. Ele é essencial para que, de forma bem objetiva, o sistema possa ser entendido por qualquer profissional que precise realizar uma intervenção no sistema, seja ela, manutenção ou ampliação. Veja a seguir a importância desse projeto e como ele é formado.

Baseado em quê?

Antes de tudo, vamos falar das normas. Hoje, basicamente, a principal norma técnica utilizada na confecção de um Projeto de Instalações Elétrica é a ABNT NBR 5410. Ela é a norma que realiza as recomendações para o funcionamento eficiente e seguro das instalações elétricas de baixa tensão, que são aquelas que vão até 1000V em tensão alternada e 1500V em tensão contínua. Logo, esta norma orienta um projeto para sua casa, seu comércio, ou sua fábrica.

Por que é importante ter um Projeto de Instalações Elétricas?

Antes de mais nada, um sistema elaborado dentro dos padrões definidos pela ABNT garante segurança e tranquilidade para seu imóvel. Por que não ter um sistema livre de anormalidades que muitas vezes ocasionam em acidentes com consequências gravíssimas como incêndios e choques fatais?

Pense que você pode estar colocando seu negócio, seus funcionários e toda sua família e seus eletrodomésticos em risco. Não é muito melhor evitar isso? Tá Esron, mas só pra evitar acidentes que serve esse projeto? Claro que não!Solicite orçamento de laudo luminotécnico

Imagine eu querendo instalar um ar-condicionado no quarto do meu filho, mas eu não sei onde passa a fiação e não sei se meu sistema suporta essa carga. Eu vou lá e chamo um conhecido que “mexe” com eletricidade e ele vai lá e instala o aparelho pra mim. Aí com um tempinho eu descubro que se eu ligo o ar-condicionado, o chuveiro desliga. O ar condicionado só funciona com a lâmpada do quarto acesa e tantos outros problemas que chegam sempre para a gente aqui da EletroJr. Claramente, há um risco grande de incêndio por sobrecarga no primeiro exemplo, mas além da segurança existem outras vantagens em ter esse projeto.

Vantagens do Projeto de Instalações Elétricas

Principalmente, a economia. A metragem dos cabos que serão utilizados, a quantidade de caixas de passagem utilizadas, disjuntores, barramentos e todos os materiais que serão utilizados são fornecidos em um projeto de Instalações elétricas. Com isso, você pode se planejar sabendo exatamente a quantidade de material que vai utilizar e evita desperdícios. Além disso, toda essa quantificação do material te ajuda a buscar orçamentos, o que pode te oferecer mais economia na hora de comprar o material.

Outra vantagem é o atendimento ao conforto do cliente, já pensou em estar deitado e ter que se levantar para apagar a luz do quarto porque não tem um interruptor perto da cama, ou ter que usar uma extensão pra carregar o celular porque a tomada fica longe? Mais uma vez, o barato saiu caro. Atender as suas necessidades é um dos objetivos mais importantes de um projeto. Viu, Esron, e como é que faz um projeto de instalações elétricas? Calma, antes de eu começar a falar do processo, preciso te explicar alguns termos.

Conceitos Básicos

Antes de mais nada, não posso falar de instalação elétrica, sem falar sobre potência, é essencial que você saiba esse conceito.

Potência é uma grandeza física que mede a quantidade de trabalho realizado em determinado período de tempo, ou seja, é a taxa de variação da energia, de forma análoga à potência mecânica. No SI, a unidade de medida utilizada é o Watt. Por isso que seu liquidificador estava lá no site, 600w de Potência.

Todavia, no projeto e inclusive na norma utilizamos o VA (volt-ampère), e o que é VA, Esron? Basicamente, VA é a potência aparente prevista, o que se espera para um circuito de energia qualquer. Em suma, realizamos o dimensionamento em um projeto a partir dela e não necessariamente pelo consumo, que é medido pelo Watt. Mas, Esron, minha geladeira está com a potência em Watts e agora?

Calma, é possível fazer a conversão para VA. Depois dessa pequena explicação sobre VA e Watts, vamos finalmente às etapas do nosso projeto.

Etapas do Projeto de Instalações Elétricas (PIE)

Assim como qualquer projeto, o de instalações elétricas (a partir de agora chamarei de PIE) possui etapas para a realização, as vezes podem ser diferentes dependendo do porte do projeto.

Necessidades do Cliente

Primeiramente, nos alinhamos às expectativas do cliente. É fundamental entender suas necessidades e solicitações quanto a alocação dos pontos elétricos por todo o imóvel. Após isso, analisamos a planta do imóvel, e começamos a esboçar a planta elétrica. Sim, é essencial que o imóvel tenha planta baixa.

Definição dos pontos Elétricos

Iluminação

Primordialmente, começamos dimensionando a carga mínima para a iluminação de acordo com a área do ambiente como indica a norma. A norma oferece as regras referente a cargas de iluminação em cada ambiente, algumas delas são:

  1. Nos cômodos ou dependências com área igual ou inferior a 6 m² , deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA;
  2. Em cômodos ou dependências com área superior a 6 m² , deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m², acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m² inteiros.

Tomadas

Tomadas de Uso Geral

Logo após, posicionamos as TUGs. As Tomadas de Uso Geral são as tomadas que estão espalhadas pela casa e você liga quase tudo nelas, por exemplo, a que você carrega seu celular e liga seu ventilador.

Nesse sentido, a quantidade de tomadas e o posicionamento delas dependerá muito daquele alinhamento com o cliente que eu falei lá no início. Porém, existem muitas regras na norma nesse quesito também, trago algumas delas aqui.

  1. Em banheiros, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada, próximo ao lavatório, atendidas as restrições de 9.1 (9.1 faz referência a seção da norma que traz restrições sobre áreas molhadas, entre elas, temos a proibição de tomadas baixas);
  2. Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de serviço, lavanderias e locais análogos, deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto ou em pontos distintos;
  3. Na varanda, deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada;
  4. Em salas e dormitórios devem ser previstos pelo menos um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro, devendo esses pontos ser espaçados tão uniformemente quanto possível;
Tomadas de Uso Específico

Do mesmo modo, existem as TUEs. As Tomadas de Uso Específico são tomadas de uso exclusivo. Usamos elas para alimentar aparelhos que consomem muito. Seu chuveiro elétrico, seu forno elétrico, ar-condicionado são alguns exemplos de aparelhos que precisam de uma TUE.

Divisão de Circuitos

Juntamente com a seleção de tomadas, temos a divisão de circuitos, nesse sentido eu trago uma regra que basicamente norteia esta etapa. Por segurança, não ultrapassamos a corrente de 10A por circuito. Quando um cômodo possui uma carga maior, dividimos ela em vários circuitos.

E diferente das TUGs, onde podemos agrupá-las até atingir uma corrente de 10A, cada TUE possui circuito próprio. Tudo isso é bem claro na norma NBR ABNT 5410.

Disjuntores

Além disso, cada circuito vai possuir seu disjuntor que é o dispositivo de segurança dimensionado para proteger o circuito. Hoje, podemos de forma simples, dividir os disjuntores em 2 tipos: TM e DR. Todos tem a função de proteger, o que os separa são as formas que protegem.

disjuntor termomagnético (TM) é o mais conhecido e usado nas instalações e tem como principal função desarmar e interromper circuitos, caso perceba uma corrente elétrica acima do seu valor nominal (sobrecorrente) ou uma corrente de curto circuito.

Já o DR, Diferencial Residual é acionado a partir de fugas de corrente no circuito elétrico, interrompendo a alimentação e evitando acidentes. Basicamente, a maior parte dessas fugas de correntes se dão por choques elétricos, por isso o DR é extremamente importante em áreas molhadas na ligação de chuveiros elétricos, por exemplo. Outro ponto importante é que existem dois tipos de DR: o IDR e o DDR.

O Interruptor Diferencial Residual (IDR) é acionado apenas por fugas de corrente. Logo, se utilizado precisa atuar em conjunto com um disjuntor termomagnético. Já o DDR é o Disjuntor Diferencial Residual que atua tanto em fuga de corrente como com sobrecarga e curto-circuito.

Eletrodutos e Cabos

Por fim, após a separação dos circuitos e definição dos disjuntores do nosso quadro de cargas, alocamos os eletrodutos para fazer a ligação do nosso Quadro Geral, onde estarão os disjuntores, até os pontos que definimos lá no início. Existem muitos tipos de eletrodutos, tanto os mais comuns de embutir, que são os de Polietileno de Alta Densidade (aqueles amarelinhos), como os metálicos ou de PVC que geralmente são usados sobrepostos à parede ou teto. Com os eletrodutos alocados nos ambientes, alocamos os cabos dos circuitos que farão as ligações e a passagem da alimentação até os pontos elétricos.

De forma básica, finalizamos nosso roteiro no desenvolvimento de um PIE e você já sabe o que é que é feito nesse tipo de projeto. Mas Esron, se eu contratar a EletroJr para fazer meu Projeto, o que eu recebo?

O que vem em um Projeto de Instalações Elétricas?

No projeto de Instalações Elétricas nós realizamos algumas entregas além da planta elétrica, são elas:

Quadro de Cargas:

O quadro de cargas apresenta muitos do cálculos utilizados no projeto, dentre eles, o quantitativo de potências, cálculo de corrente, distribuição de circuitos e balanceamento de fases, fator de potência, entre outros fatores mais específicos que variam de projeto para projeto.

Diagrama Unifilar:

Também conhecido como diagrama de linha única, em outras palavras, é uma representação simplificada do sistema projetado. De forma simples, é feito para entender o fluxo de energia. Se quiser saber mais sobre isso, clique aqui.

Planta Elétrica

Por fim chegamos na parte mais esperada do projeto. Basicamente, temos a planta baixa com todas as informações do sistema elétrico descritas com as simbologias devidas. Então, pontos de iluminação, tomadas, eletrodutos e toda a fiação ficam bem descritos para serem entendidos pelo profissional que realizará a instalação.

Lista de Materiais

A lista de materiais, como já indica, descreve todo o quantitativo de material utilizado no projeto.

Memorial Descritivo

No memorial, indicamos as metodologias usadas no projeto, descrevemos os detalhes do projeto, detalhamos os cálculos e fazemos observações. Em suma, o objetivo é esclarecer os detalhes que auxiliarão na correta execução do projeto. Por exemplo, especificando alguns materiais que podem ser usados na execução.

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