Saiba tudo sobre Esquema Unifilar!

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Você sabe que é o Esquema Unifilar? a falta desse serviço simples pode acarretar em diversos problemas. Por isso trouxemos esse texto explicando tudo que você precisa saber sobre esse serviço, confira!

O que é um Esquema Unifilar?

O serviço consiste na elaboração de registros que permitam mapear e detalhar uma Instalação Elétrica.

O Projeto garante a elaboração de um Digrama Unifilar, o qual aponta a amperagem, seção dos eletro dutos, especificações dos condutores e outras características dos circuitos locais. Caso o estabelecimento tenha passado por reformas nos últimos anos, a realização do Esquema garante a atualização do Diagrama Unifilar.

A exigência do Esquema Unifilar pelos órgãos regulamentadores de segurança faz com que o serviço seja essencial para que o local possua uma planta elétrica que identifica seus quadros de medição de energia. Essa exigência é tão grande que pode gerar multas de valores elevados, por isso, fique atento.

 

Para quem é o Esquema Unifilar?

O serviço é para todos os estabelecimentos que não dispõem de registros de suas instalações elétricas, entretanto, ele é obrigatório em locais que pessoas trabalhem com algum contato com eletricidade.

Além disso, alguns condomínios residenciais procuram o Esquema, à fim de verificar se o quadro elétrico residencial está adequado às normas, visto que grande parte dos acidentes com eletricidade ocorrem em casa.

No entanto, alguns estabelecimentos procuram a EletroJr com mais recorrência, sendo estes os listados abaixo:

  • Residências;
  • Instituições de ensinos;
  • Restaurantes;
  • Lojas, supermercados e centros comerciais;
  • Escritórios e repartições;
  • Edifícios empresariais;
  • Postos de combustíveis;
  • Hospitais e unidades de saúde.

 

Etapas do projeto 

O serviço segue algumas etapas e passos para ser realizado. Tendo como objetivo reunir todas as informações sobre a estrutura elétrica do local para poder ser preenchido o Diagrama Unifilar.

Barramento

Ao iniciar o projeto, o primeiro passo é checar o barramento a fim de descobrir o tipo de alimentação do local, ao olhar ele é possível descobrir se o local é monofásico, bifásico ou trifásico.

Disjuntor geral e ramal de ligação

O segundo passo é identificar a capacidade de corrente máxima do disjuntor geral, essa informação pode ser observada no próprio disjuntor, localizado no padrão de entrada, ou no disjuntor geral que alimenta os barramentos do quadro de distribuição.

Disjuntores individuais

O próximo passo é anotar todos os valores dos disjuntores individuais e associar cada um deles a um circuito. Posteriormente, inicia-se o desligamento dos disjuntores, e é importante atentar-se a retirada de qualquer aparelho das tomadas, pois podem acabar danificadas pelo ato de desligar e ligar os disjuntores em um curto espaço de tempo.

Ao usar o multímetro, será certificado que a unidade de medida e a escala estão coerentes com a situação. Depois disso, conseguimos saber a tensão de cada disjuntor, pois ela está visivelmente indicada em cada um deles.

Já temos, com isso, a tensão e a corrente do disjuntor, precisamos apenas da seção do condutor e da potência de cada circuito, assim podemos começar a preencher o Diagrama Unilar.

Levantamento da Potência

Será preciso levantar a potência de cada circuito, e isso será feito da seguinte forma:

Em tomadas do tipo TUE (tomadas de uso específico), é bastante simples, já que a potência é a própria potência do aparelho ligado a ela. Já em tomadas do tipo TUG (tomadas de uso geral), será  seguida a norma que propõe o uso de tomadas de:

  • 300VA para áreas secas.
  • 600VA para áreas molhadas.

Vale lembrar que em banheiros, copas, cozinhas, lavanderias e locais parecidos, se utiliza 600VA por ponto até três pontos de tomada e 100VA nos excessos. Caso tenha mais de 6 tomadas, então é usado 600VA até dois pontos e 100VA nos excessos. Já em outras áreas, adotamos a tomada de 300VA por ponto.

E por fim, no caso da iluminação, podemos medir qual é a potência de cada lâmpada, a partir do tipo de lâmpada que está sendo utilizado. Usamos então valores médios encontrados e estimamos a potência total do circuito através de aritmética simples.

Seção do Condutor:

Agora vamos para a última medição do projeto: a seção dos condutores de cada circuito. Partimos então para nosso quadro de cargas. Munidos de todas as informações que temos, preenchemos o quadro e descobrimos então a seção de cada condutor de cada circuito de forma automática e sem muito trabalho.

Deve-se utilizar fator de agrupamento de 0,7, referente a três circuitos em conjunto. Já que não podemos sempre medir a quantidade exata de circuitos que compartilham um eletroduto, iremos utilizar o valor padrão.

Então nos encaminhamos para a etapa final: A confecção.

Como se trata de um cadastramento, a seção do condutor no projeto, deve ser igual à seção do condutor calculada. Se houverem dúvidas, analise a melhor forma de resolver a situação. 

Após reunir todas essas informações se torna possível preencher o Diagrama Unifilar.

Diagrama Unifilar

Diagrama Unifilar usado no cadastramento elétrico

O Diagrama Unifilar, muitas vezes também chamado de Esquema Unifilar. É um documento, de extrema importância para qualquer estabelecimento, desde os residenciais até os industriais.

A importância desse documento varia a depender do tipo de construção, além de também depender da finalidade do local. Para melhor compreensão, as vantagens serão listadas dependendo do tipo de local.

Em síntese, diagramas elétricos são desenhos técnicos que se utilizam de figuras específica para poder descrever uma instalação. Permitindo, assim, que as ligações elétricas representadas sejam facilmente entendidas em qualquer lugar do mundo, por qualquer pessoa acostumada com essas figuras. Um desses diagramas em específico é o Unifilar.

Por isso, é o mais utilizado por eletricistas ao realizarem Instalações Elétricas. Nele, todos os condutores de um mesmo percurso são representados por uma única linha, assim como diversas outras figuras que servem para indicar características dos condutores.

Mas, o que deve conter um Diagrama Unifilar? Confira abaixo:

  • Seção do condutor do ramal de entrada.
  • Corrente do disjuntor geral e seu número de fases.
  • Identificação de cada circuito.
  • Potência de cada circuito.
  • Corrente e número de fases do disjuntor do circuito.
  • Seção do condutor de cada circuito.
  • Tensão de cada circuito.
  • Fase na qual a potência do circuito está dividida (A, B, C, AB, AC, BC, ABC).
  • Representação dos condutores ligados ao quadro, por exemplo, numa instalação trifásica deve-se representar três fases (A, B e C, segundo a Coelba), neutro e terra adentrando o circuito.

Pela NR-28, uma norma dedicada a punições, diz que, a ausência do Diagrama Unifilar atualizado em um estabelecimento pode gerar uma infração de nível 3, o que irá gerar uma multa no valor de R$ 1799,39 a R$ 5244,94 reais de acordo com os valores de UFIR (Unidade fiscal de Referência) vigentes desde o ano de 2000.

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